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Combate à Aftosa

16/06/2004 12:00

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O deputado Elvino Bohn Gass (PT) cobrou do governo do Estado, na sessão da Assembléia Legislativa desta quarta-feira (16), a realização de concurso público para veterinários e vacinadores para atuarem no combate e prevenção da febre aftosa. O petista alega que o secretário da Agricultura, Odacir Klein, havia se comprometido com a Assembléia Legislativa a promover o concurso, ao invés de renovar mais uma vez as contratações emergenciais.

No entanto, o Executivo encaminhou projeto de lei solicitando autorização legislativa para a renovação dos contratos emergenciais até 31 de dezembro, com possibilidade de nova renovação até 31 de março. O pior é que, em momento algum, o projeto ventila a realização de concurso. Nossa bancada, irá se empenhar para aprovar indicativo neste sentido, anunciou.

Segundo Bohn Gass, o atual governo teve tempo suficiente para prover, definitivamente, os cargos. Os contratos emergenciais foram feitos, inicialmente, no governo passado, quando ocorria um surto da doença no Uruguai, com risco de contaminação do rebanho gaúcho. Com a Secretaria da Agricultura desestruturada pelo PDV implementado pelo governo Britto, os contratos emergenciais eram a única forma de garantir recursos humanos para combater a aftosa, frisou. Para ele, a forma com que o atual governo lança mão das contratações emergenciais indica que não há vontade política de realizar concurso público, acatando sugestão da CPI da Carnes, que identificou uma grande carência de pessoal para atender a área sanitária de defesa animal no Rio Grande do Sul. O deputado revelou, ainda, que o governo Olívio Dutra chegou a encaminhar o concurso para veterinários e auxiliares rurais, mas suspendeu o processo a pedido da equipe de transição do atual governo.

Bohn Gass solicitou ao presidente da Comissão de Agricultura e Cooperativismo, Jerônimo Goergen (PP), a realização de uma audiência pública para discutir o tema na próxima semana. Temos certeza que as demais bancadas também consideram que o concurso público é o melhor caminho para proteger o rebanho gaúcho e evitar a partidarização das contratações, salientou.

Alinhamento

O petista lembrou que, no ano passado, a Assembléia aprovou emenda que previa a prorrogação dos contratos com substituição dos contratados. A medida tinha como objetivo contratar pessoas ligadas ao PMDB e, claramente, partidarizar um setor técnico, como ficou confirmado quando comparamos a lista dos admitidos pela Secretaria de Agricultura e a listagem de candidatos a prefeitos e vereador do TRE, observou. Na época, a bancada do PT constatou que grande parte dos contratados eram candidatos do PMDB que não se elegeram ou parentes de presidentes de diretórios municipais.

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