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Bolsa Família emancipa 2,2 milhões de lares. “Povo não é vagabundo como afirmava a oposição”, diz Bohn Gass

17/10/2011 05:47

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Bolsa Família emancipa 2,2 milhões de lares. “Povo não é vagabundo como afirmava a oposição”, diz Bohn Gass

O Bolsa Família é reconhecido por muitos, dentro e fora do Brasil, como o maior programa social do mundo. Mas apesar do reconhecimento planetário, o programa chegou a ser muito questionado pelos partidos de oposição aos governos de Lula e Dilma. Os adversários diziam que a garantia de uma renda mínima no final do mês, levaria à acomodação e desestimularia as pessoas a buscarem trabalho. Era, obviamente, uma fala preconceituosa, mas nem por isso menos repetida por políticos do PSDB, do DEM, do PPS e de seus retransmissores nos espaços de imprensa.

Mas esta semana, o jornal Valor Econômico divulgou uma notícia que joga por terra toda a crítica que se fazia ao Bolsa Família: desde a criação, no fim de 2003, até setembro deste ano, 2 milhões e 227 mil famílias, famílias deixaram de receber as transferências de renda do governo federal porque aumentaram sua renda per capita. O pagamento do benefício era destinado a grupos com renda mensal de até R$ 70 por pessoa ou rendimento individual mensal entre R$ 70 e R$ 140.

Nas contas do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), estes 2,2 milhões de famílias foram beneficiadas pela atual política de valorização do salário mínimo. Ao conseguir um trabalho formal elas podem ser identificadas pelos gestores municipais ou a partir da base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Além disso, também se destacam pequenos empreendedores que montaram negócios e quem foi alcançado pela aposentadoria rural ou pelo Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), que pagam um salário mínimo para ex-trabalhadores rurais, idosos e deficientes.

Para o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), “os números comprovam três coisas: que Dilma está no caminho certo ao continuar valorizando o salário mínimo, ampliar o Bolsa Família e garantir a Previdência Rural; que as homenagens que se faz, mundo afora, ao ex-presidente Lula são mais do que justas porque sempre referem um homem que mudou para melhor a vida de seu povo; e que a oposição deve engolir o preconceito. Sim, porque quem questionava o Bolsa Família dizendo que o benefício acomodaria as pessoas, estava, na verdade, chamando o povo de  

vagabundo. Aliás, parece que este preconceito vem de longe, visto que o próprio ex-presidente FHC certa vez sugeriu que os aposentados brasileiros também eram vagabundos. Ora, o Bolsa Família é um benefício inicial, que concede uma mínima condição para que o cidadão recomece sua vida. E está provado que funciona”, diz Bohn Gass.

Para Tiago Falcão, secretário nacional de Renda de Cidadania do MDS, diz quer “o Bolsa e outros programas de transferência de renda [previdência rural e BPC] chegaram definitivamente aos mais pobres, permitindo principalmente o aumento da renda do trabalho de forma combinada. Por isso tivemos efeitos interessantes na saída da pobreza."

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