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Trigo

31/03/2005 12:00

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Bohn Gass diz que Governo Lula tem política completa para safra de inverno

A próxima safra de trigo deve apresentar um aumento de 5% na área plantada. O número foi confirmado na reunião da Câmara Nacional Setorial do Trigo realizada nestahoje (31/3) em Porto Alegre. "É uma perspectiva que contraria as previsões derrotistas de alguns setores que no ano passado fizeram campanha para que os produtores não plantassem trigo. Ora, o trigo é uma cultura de inverno e a criação de condições favoráveis para o seu plantio era a principal reivindicação dos produtores que foram prejudicados pela seca", manifesta o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass (PT).

A reunião de hoje trouxe outra boa nova para os produtores: o Banco do Brasil anunciou que o Rio Grande do Sul terá R$ 320 milhões para o custeio das culturas de inverno, o que representa um aumento de 10% em relação ao valor colocado à diposição no ano passado. Destes, R$ 50 milhões para a agricultura familiar. "É muito mais do que qualquer governo já ofereceu," comemora Bohn Gass, para quem as demais medidas anunciadas hoje, como a prorrogação das dívidas a partir de maio até agosto e a possibilidade de os produtores contratarem crédito normalmente mesmo que não tenham pago o anterior, demonstram a seriedade com que o Governo Lula está tratando do tema. "É uma política completa que inclui ainda um calendário de leilões para a venda dos estoques governamentais de trigo a partir de maio até julho no Rio Grande do Sul." Esta medida, conforme Bohn Gass, também favorece os agricultores porque eles terão mais tempo para vender sua porodução já que, inicialmente, os leilões estavam previstos para abril. "Agora, só precisamos estar atentos para que a fixação do preço para a desova destes estoques," diz o deputado.

Por fim, Bohn Gass chama a atenção para o fato de que todas estas medidas foram tomadas com transparência e garantindo a ampla participação de todos os interessados do setor, dos agricultores à indústria. Na reunião da Câmara Setorial estiveram representantes do Ministério da Agricultura, da Conab, do Banco do Brasil, das indústrias e dos produtores.

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