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Dia Mundial da Saúde

07/04/2005 12:00

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A mobilização que reuniu na capital centenas de pessoas em um protesto contra a retirada de mais de R$ 600 milhões dos orçamentos de 2004 e 2005 do setor de saúde pelo Governo Rigotto contou com a presença de representantes de Santo Cristo. O presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais do município, José Luís Seger, a vereadora, vice presidente do sindicato e coordenadora do Movimento de Mulheres do município Genoveva Haas e o presidente da Comissão de Agricultura do Legislativo, deputado Elvino Bohn Gass, estiveram presentes no ato, que aconteceu nesta quinta-feira, na Assembléia Legislativa gaúcha.

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Saúde (7/04), os santo-cristenses somaram-se a representantes de movimentos sociais, do PT estadual e da CUT no Movimento em Defesa da Saúde Pública, que objetivou exigir do governador a reaplicação dos recursos que foram retirados do setor de saúde no Estado. Segundo Seger e Has, Rigotto deveria ter investido em saúde pública 10% da receita corrente líquida do Estado em 2003 e 12% em 2004. No entanto, complementa o deputado Bohn Gass, "teriam sido aplicados apenas 5,87% em 2003 e 6,7% no ano passado, totalizando uma redução de R$ 600 milhões em recursos para o setor". "Viemos engrossar a mobilização e exigir que este Governo devolva o dinheiro ao destino, como determina a Constituição", justificou Seger.

Para Bohn Gass, o ato de hoje serviu para mobilizar a população contra uma redução de investimentos em saúde que pode chegar à ordem de R$ 1,2 milhão se tal postura se mantiver até o final do Governo Rigotto. "Em dois anos de Rigotto, tivemos R$ 300 milhões a menos por ano em saúde. Esta é a incoerência de um governo que se elegeu prometendo um posto de saúde a cada quilômetro e que hoje deixa de repassar remédios aos postos que já existiam e que ainda reduz recursos para hospitais e programas específicos do setor", detalhou o parlamentar.

A vereadora Genoveva destaca o que considera a pior e mais evidente conseqüência do abandono da saúde pelo governo estadual. "Falta de remédios e de exames na região, incentivo à transferencia de doentes do interior que vão superlotar os hospitais da capital, enfim, quem sofre é a população com esse desvio de destino de um dinheiro que devia beneficiar milhares de doentes no RS", concluiu.

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