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Governo Rigotto

28/06/2005 12:00

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Assembléia deveria votar nesta terça (28) emenda do PT que revogava decreto de Rigotto restringindo uso de créditos de exportação. PMDB retirou quórum, mas votação pode ocorrer nesta quarta-feira(29)

"Foi enorme a contribuição do Governo Rigotto para que o Rio Grande do Sul perdesse a condição de segundo Estado exportador do país. A restrição imposta pelo governo do PMDB às empresas exportadoras que compensavam créditos tributários foi determinante para que perdêssemos a condição que havíamos alcançado durante o Governo Olívio." A afirmação é do presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass (PT) para quem a saída dos deputados do PMDB do Plenário na sessão desta terça-feira (28/6) foi a admissão de que a emenda que o PT estava propondo, seria vitoriosa. "Fugiram para não perder," sentenciou Bohn Gass.

Na sessão desta terça, a Assembléia Legislativa deveria ter votado a emenda do PT que anulava o decreto editado pelo Executivo estadual no início deste ano, limitando as compensações dos créditos de ICMS pelo setor exportador gaúcho. Este decreto é mais um aumento de tributo que este governo impõe ao setor produtivo gaúcho. E quem diz que o problema gaúcho é fruto do câmbio, deve se dar conta de que em São Paulo e em Minas Gerais o câmbio é o mesmo, o que acaba com este argumento."

O parlamentar chama a atenção das empresas para que busquem convencer os deputados da base de Rigotto a aprovar a emenda petista. "É hora de mobilização. Este é o mesmo governo que no final do ano passado impôs um tarifaço ao Estado sem qualquer relação com um projeto de desenvolvimento," disse Bohn Gass.
O petista lembrou, ainda, que com o aumento das alíquotas de ICMS, a restrição no uso dos créditos acumulados e com a transferência dos depósitos judiciais para o Tesouro, o governo gaúcho já acumulou cerca de R$ 2,6 bilhões em dois anos. Mesmo com todo este dinheiro entrando de forma extraordinária nos cofres do Estado, o governo Rigotto continua sem dizer a que veio. Já se passaram dois anos e meio e os gaúchos ainda não sabem dizer uma obra significativa desta administração", concluiu Bohn Gass.

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