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Transgênicos

31/08/2005 12:00

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Em primeira mão, hoje (31/8) pela manhã, o ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto informou ao presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass (PT) que o governo federal decidiu prorrogar, por mais uma safra, a autorização para o plantio de sementes de soja transgênica para uso próprio.

O governo optou por este caminho porque não existem sementes registradas em quantidade suficiente para mais de 30% da área estimada de plantio nesta safra. A possibilidade de prorrogação está prevista na Lei de Biossegurança.

"Esta era uma demanda que a Comissão de Agricultura havia recolhido junto aos produtores gaúchos de sementes, as cooperativas e os agricultores. Infelizmente, chegamos a esta situação que está longe de ser resolvida de todo. No ano que vem, se não tivermos ações que reestruturem o setor de sementes, corremos o risco de viver o mesmo drama. Para esta safra, ao que parece, não havia outra alternativa, afinal, depois da seca, a disponibilidade de sementes no Rio Grande do Sul foi drasticamente reduzida," diz o deputado Bohn Gass.

Apesar de considerar que a saída encontrada pelo governo federal "não é a ideal, mas a possível", Bohn Gass diz que a Comissão de Agricultura mantém preocupações com a baixa qualidade destas sementes. Segundo algumas cooperativas, análises preliminares têm mostrado que uma boa parte - podendo superar os 50% - apresentam baixo vigor e poder germinativo. "Para os produtores, que estavam angustiados, a decisão governamental traz alívio, porém, não podemos deixar de lembrar que o Estado permanece em situação vulnerável uma vez que a produtividade poderá sofrer uma queda significativa", resume Bohn Gass.

A Comissão de Agricultura, segundo o presidente, continuará trabalhando pela regularização das sementes de soja convencional para que as mesmas continuem sendo uma opção segura, inclusive com apoio de financiamento pelos bancos. "Não podemos deixar que este conhecimento acumulado por produtores dedicados, por institutos de pesquisa e cooperativas seja extinto pelo contrabando. Esta é a cultura da nossa agricultura", finaliza.

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