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Agricultura

29/03/2007 12:00

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O deputado estadual Elvino Bohn Gass (PT) classificou como desastrada e reveladora a decisão da governadora Yeda Crusius de extinguir as 19 coordenadorias regionais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento no Estado, com o suposto objetivo de economizar R$ 1, 5 milhão ao ano. Desastrada, porque desestrutura o trabalho iniciado no governo Olívio Dutra, quando as coordenadorias foram criadas para fazer a interlocução e a articulação entre as frentes do Governo estadual e a população em âmbito regional. Os coordenadores atuavam nas regiões em proximidade com secretários municipais de agricultura, movimentos sociais, Emater, inspetorias veterinárias, sindicatos, entidades e cooperativas, potencializando ações do Poder Público. Reveladora, porque mostra que a participação dos públicos envolvidos na construção de políticas dedicadas aos mais necessitados do campo não interessa ao governo de Yeda. No governo do PT, viabilizamos ações articuladas que potencializaram programas como o RS Rural, o Mais Alimento e o enfrentamento de episódios como o da febre aftosa. Mas parece que isso não tem relevância para governadora, disse o deputado.

Para Bohn Gass, o governo se contradiz ao justificar a extinção das coordenadorias em função da necessidade de conter gastos, no momento em que envia ao Legislativo projeto de Lei no qual prevê a criação de mais cargos de confiança na estrutura estadual. Para criar CCs de altos salários em órgãos como a Caixa RS e turbinar FGs na administração gaúcha não há choque de gestão. Onde está a austeridade deste governo?, inconformou-se.

Bohn Gass afirmou ainda que o choque de gestão deveria ser aplicado para o teto salarial do Estado, os altos salários e o controle da sonegação como forma de conter prejuízos aos cofres públicos. Não dá para este governo tentar fazer economia exatamente com aqueles que prestam um serviço de relevância e de reforço à política pública do Estado e, portanto, mais precisam de apoio, concluiu.

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