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Seca, de novo

29/02/2008 12:00

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Aprendi que a melhor postura diante de um problema é trabalhar na solução dele. E é com este espírito que tenho direcionado todos os esforços de meu mandato parlamentar na busca de medidas que minimizem os efeitos de mais uma seca que se anuncia e que, em alguns lugares, infelizmente, já se faz sentir com toda a sua força destruidora.

Pelo menos temos o Seguro - Pois bem, assim que constatei que em algumas lavouras, como as de milho, já havia sinais nítidos de perda total, fiz contato com os agricultores, com os sindicatos de trabalhadores rurais, com técnicos e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Aliás, graças à sensibilidade e à coragem do ex-ministro Miguel Rossetto, hoje a agricultura familiar dispõe de um seguro agrícola que cobre desde a semeadura até a comercialização.

No entanto, o seguro só é pago após os técnicos atestarem oficialmente as perdas nas lavouras. E as perdas só são constatadas no período de colheita. Ocorre que em algumas culturas, como o milho, por exemplo, há medidas que podem ser tomadas antes do período de colheita e que minimizam os prejuízos da seca.

Dá pra fazer alguma coisa... Quando percebe que sua plantação ainda está de pé mas os grãos (estamos falando de milho) não apresentam o desenvolvimento adequado, o agricultor já sabe que terá prejuízo porque não poderá comercializar o produto. Infelizmente, resta-lhe apenas a alternativa de colher o milho antes de tempo e guardá-lo para alimentar os animais que porventura mantenha em sua propriedade.

O problema é que se colher antes do prazo, não terá como comprovar a perda na hora da colheita e assim perderá o direito ao seguro agrícola. Então, para que possa manter este benefício (já que a perda comercial é uma realidade), o agricultor precisa que um técnico oficial vá até sua propriedade, constate que a perda será inevitável e então autorize a colheita para silagem. Só deste jeito é que continuará com o direito ao seguro.

O ministro está sensível - Por isso é que pedi ao ministro do Desenvolvimento Agrário Guilherme Cassel e farei o mesmo ao secretário estadual da Agricultura João Carlos Machado, que organizem uma força-tarefa técnica para atender os agricultores nos municípios onde a seca já mostra sinais evidentes.

Esta é uma medida que pode parecer pequena mas que para os plantadores de milho, certamente fará a diferença. Outras ações estão sendo pensadas. No próximo dia 7, devo acompanhar o ministro Cassel numa visita pela região Noroeste para constatar in loco o drama da estiagem. E hoje ainda terei mais uma reunião com agricultores, prefeitos e técnicos para debater este tema.

É triste... - Como filho de agricultores familiares, já tendo trabalhado na lavoura e como alguém que sempre respeitou, admirou e tentou ajudar os homens e mulheres da terra, sinto-me, as vezes, como o poeta Gonzagão na sua magistral Asa Branca: ...quando olhei a terra ardendo; qual fogueira de São João, eu perguntei a Deus do céu ai, porque tamanha judiação...

Mas não devemos nunca perder a esperança, ao contrário, renová-la a cada dia é nossa luta.

Um bom final de semana a todos.

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