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Suinocultura

25/03/2009 12:00

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Reconhecido pela defesa da suinocultura gaúcha, o líder da bancada petista, deputado Elvino Bohn Gass, está apoiando mais uma demanda do setor. O parlamentar acaba de reforçar o movimento que a Associação dos Criadores de Suínos do RS (ACSURS) e a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) estão capitaneando para que a carne suína seja incluída na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal. Bohn Gass está recolhendo assinaturas de parlamentares a favor da inclusão e deverá articular audiências em Brasília para encaminhar o pleito no governo Lula. "É uma medida importante para o setor em virtude das consequências da crise econômica internacional, que estão repercutindo diretamente no bolso dos suinocultores", explicou.

Segundo Bohn Gass, o objetivo é definir um preço mínimo para a carcaça suína e um preço de referência para o animal vivo, que sirvam de parâmetro na comercialização. A reivindicação soma-se a uma série de ações que estão sendo propostas, com foco no produtor. "A elevação dos limites de crédito de giro, a duplicação dos valores máximos de EGF e o aumento do montante de crédito de custeio para as indústrias foram medidas importantes para manter a economia do setor aquecida, mas que pouco influenciaram no preço pago ao suinocultor", detalhou Bohn Gass. Ele acrescentou que os preços aos produtores registram queda desde novembro de 2008. "O enxugamento na produção causado pela queda nas exportações, fez os preços da carne suína despencarem mais de 45% nos últimos meses. Os produtores estão preocupados", destacou.

Para a ABCS, a inserção da carne suína na PGPM "garante a construção de bases operacionais sustentáveis para a atividade no Brasil e a manutenção de uma relação mais saudável entre o preço da matéria prima (suíno) e o preço dos produtos industrializados", ressaltou o presidente da Associação, Rubens Valentini.

Em fevereiro passado, Bohn Gass sugeriu ao Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, a inclusão do setor no programa Mais Alimentos. Em março, durante audiência com o delegado do MDA no RS, Nilton Pinho de Bem, o presidente da ACSURS, Valdecir Folador e o Coordenador Nacional do Mais Alimentos, Francisco Hercílio Matos, o parlamentar recebeu a notícia de que a proposta foi aceita e que deverá ser votada no Conselho Monetário Nacional ainda neste mês. "O governo vem mostrando sensibilidade quanto à situação dos suinocultores. Estou confiante de que possam compreender o quanto mais esta medida pode somar no esforços de recuperação do setor", concluiu o petista.

A suinocultura é responsável por mais de 100 mil empregos indiretos e mais de R$ 5 bilhões em valor adicionado, gerando para os cofres gaúchos aproximadamente R$ 400 milhões em ICMS por ano.

Preço de referência

O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, revelou, na tarde de terçafeira (24), que o governo vai lançar nos próximos dias uma Linha Especial de Crédito para a suinocultura (LEC), para financiar a estocagem de carcaças e produtos. Os recursos da linha somente serão liberados para a indústria depois da confirmação do pagamento de um piso de R$ 1,80 para o quilo do suíno vivo.

Para o presidente da ABCS, Rubens Valentini, o fato de o governo admitir um preço de referência de R$ 1,80 para o suíno vivo representa uma grande vitória. No entanto, ressaltou que ainda está abaixo das necessidades dos produtores e, por isso, o setor não deve esmorecer no sentido de continuar a lutar para incluir a carne suína na PGPM.

A inclusão da suinocultura no PGPM será solicitada aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão.

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