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Yeda opta pelo monopólio

01/04/2009 12:00

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Marcelo Branco, coordenador geral da Associação Software Livre está fazendo circular um texto em que analisa o recente contrato firmado pelo governo do Estado com a Microsoft na área da educação. Marcelo, é bom lembrar, é um daqueles valorosos companheiros que se jogaram de cabeça na defesa do software livre ainda nos anos 90, quando falar disso por estas bandas era algo tão novo que, suprema ironia, parecia coisa de maluco.

Hoje, o mundo inteiro, a Nasa, a Secretaria de Defesa dos Estados Unidos, a IBM e muitos governos de cidades, estados e países desenvolvidos, já optam pelo software livre por todas as suas virtudes de segurança, facilidade de aperfeiçoamento, de compartilhamento etc... Mais do que tudo, o movimento software livre é um duríssimo golpe no modus operandi do capitalismo que, invariavelmente, leva ao monopólio de grandes empresas.

Infelizmente, o governo Yeda, na contra-mão da liberdade, da segurança e do avanço tecnológico, acaba de selar um acordo com a Microsoft. Como autor da Lei Estadual que dá prioridade ao uso de softwares livres nos organismos estatais gaúchos, repudio este acordo. E aproveito o talento e a legitimidade do Marcelo Branco que, com toda a propriedade, escreveu sobre isso. Leiam que vale a pena

"É uma vergonha que nosso governo de Estado se comporte desta forma tão pequena e não pense estrategicamente a questão da educação e da entrada do RS na era da informação. Contrariando o caminho que vem sendo perseguido pelas administrações públicas em todo o mundo, em particular nos países do chamado primeiro mundo, o governo gaúcho entrega o ensino e a educação de milhares de jovens a uma plataforma monopolista de uma única empresa. Isto aprofundará a dependência na área da educação e demonstra a preferência do governo pela empresa monopolista em detrimento das empresas locais e da inovação do setor de TIC's do Estado."

"Lamento que o governo do Estado prefira seguir este caminho justamente no ano que o maior evento de tecnologia, e mais antigo do País, completa 10 anos. Isto é um desprestígio com o trabalho de centenas de gaúchos que fazem este evento acontecer. No 10° Fórum Internacional de Software Livre, que acontecerá de 23 à 27 de junho na PUC-RS, estaremos discutindo este tema com várias administrações públicas do Brasil e do mundo que já saíram da dependência de uma empresa monopolista e construíram alternativas educacionais baseadas em padrões abertos e software livre. É uma contradição também com a recente decisão do parlamento gaúcho em aprofundar a migração e a implantação de software livre na Assembléia Legislativa, anunciada neste mês pelo Presidente da casa".

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