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Dilma, mais uma grande vitória militante

02/11/2010 12:13

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O país vive um momento histórico, de grandiosidade ainda não dimensionada. Após dois turnos de campanha e de muita luta, o Brasil acaba de eleger a primeira presidente mulher: Dilma Rousseff, que conquistou 56,05% dos votos contra 43% do segundo candidato. Ao invés do retrocesso ao passado neoliberal de encurtamento do Estado brasileiro para os que mais precisam, a nação optou pela continuidade das transformações sociais iniciadas por Lula; e escolheu Dilma para capitanear estas mudanças e ampliá-las. Isso é motivo de grande alegria e de festa para o nosso país. A vitória de Dilma não é somente a confirmação do reconhecimento da capacidade gestora da mulher guerreira e competente que ela é, é o triunfo do público sobre o privado, da verdade sobre a mentira, do social sobre o particular, dos muitos sobre os poucos.  Estes muitos milhões de cidadãos e cidadãs que saíram da linha da miséria, que passaram a ter o direito de consumir, de adquirir bens básicos e de ter mais conforto a partir de políticas do governo Lula. Ou mesmo de gente qye simplesmente entendeu a grandeeza do projeto de mudança social em curso no país. Este povo votou em Dilma e confirmou no último dia 31. Mas não só eles. Milhares de pessoas que estiveram com Marina Silva, graças à incidência de uma militância petista aguerrida, mantiveram a posição à esquerda no segundo turno. Pessoas que primeiramente votaram em Serra ou que votariam nulo, pelo trabalho paciente de esclarecimento feito pela militância, puderam corrigir ou definir com responsabilidade estes votos na segunda oportunidade, ainda mais, ao presenciar a campanha desonesta e caluniosa implementada pelo candidato tucano.

No Noroeste, a militância foi fundamental. Após eleger Tarso governador, Paim Senador, Bohn Gass deputado federal e de ter alçado Jeferson Fernandes à primeira suplência para deputado estadual, eles não descansaram: arregaçaram as mangas e seguiram a batalha para manter o projeto petista em nível nacional. De vários partidos coligados, prefeitos, vereadores, lideranças regionais, homens e mulheres comuns uniram esforços para fazer chegar às comunidades as informações que não estavam claras nos programas eleitorais. O neoliberalismo privatista de Serra e a visão de Estado dos tucanos, voltada para os grandes, pode então ser mostrada à população pelo trabalho incansável destes militantes, que saíram as ruas para dizer aos colegas, amigos, parentes, vizinhos e conterrâneos que os investimentos e programas de Lula para a região só teriam continuidade em um novo governo do PT. Afinal, os neoliberais, como hoje muitos puderam saber ou relembrar, não governam para quem mais precisa.

Esta gente, que caminhou léguas, batendo de porta em porta nas comunidades, que dirigiu quilômetros para acompanhar as carreatas, que conversou com as pessoas nas ruas, distribuiu panfletos, carregou bandeiras, mesmo exaustos das campanhas proporcionais, estas pessoas têm muito a comemorar. Elas ajudaram a concretizar a possibilidade de um novo Estado, onde a corrupção não esteja arraigada nos escalões do poder, de um senado altivo, que lute com categoria pelo Rio Grande, de representações específicas para a região na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados e, agora, acabam de confirmar um país, que cada vez mais seguirá mudando para que a vida de todos os brasileiros mude para melhor. Esta gente que trabalhou tanto por vitórias tão significativas para o Brasil e o Rio Grande do Sul merece os mais sinceros cumprimentos e o devido descanso. Comemorem, relaxem, afinal, logo chega 2011, os mandatos iniciam e com eles a tarefa de fazer acontecer este país e estado pelo qual tanto lutaram. Para um povo que já fez tanto, não há dúvida de que isso também será possível.

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