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“Empresas que forem para a Argentina, não acessarão de lá o mercado brasileiro”, diz ministro na Fenasoja

08/05/2012 05:04

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“Empresas que forem para a Argentina, não acessarão de lá o mercado brasileiro”, diz ministro na Fenasoja

      A presença do ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, na 19ª Fenasoja de Santa Rosa, no último domingo, tranqüilizou trabalhadores e empresários do setor metal mecânico da região Noroeste gaúcha. Segundo Teixeira, os rumores sobre a transferência de empresas brasileiras do ramo de máquinas e implementos agrícolas para a Argentina, não encontram respaldo nos fatos. “O ministro nos informou que as empresas estão anunciando investimentos no Brasil, que o governo tem oferecido crédito facilitado e nós sabemos que programas como o Mais Alimentos, por exemplo, garantiram a manutenção do nível de vendas dessas empresas, mesmo durante o pior momento da crise financeira mundial”, diz o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), que articulou o encontro do ministro com o setor.

         Especificamente, sobre as dificuldades de exportações de máquinas agrícolas e dos boatos de que empresas estariam mudando suas fábricas para o país vizinho, Teixeira foi enfático: “O governo brasileiro não permitirá que empresas brasileiras que eventualmente se transferirem para a Argentina acessem de lá o mercado brasileiro”.

         Para o deputado Bohn Gass, a postura altiva que o Brasil adota em relação ao país vizinho, está autorizada pelo comportamento do governo brasileiro que tem respeitado o direito soberano da Argentina em buscar sua industrialização. “Temos mantido uma relação transparente. Ao mesmo tempo em que compreendemos as dificuldades da Argentina e apostamos no Mercosul como alternativa real de comércio que impulsiona as economias do países membros, seguimos estimulando nossas indústrias e, sempre que for preciso, tomaremos medidas para auxiliá-las a crescer e enfrentar turbulências do mercado. Mas como bem disse o ministro Teixeira, “isto significa que não aceitaremos que nossos vizinhos levem empresas instaladas aqui para depois elas venderem para o Brasil”.

 

 

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