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Bohn Gass na Rio+20: “Discurso da crise não serve quando o que está em jogo é a vida do planeta”

18/06/2012 08:55

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Bohn Gass na Rio+20: “Discurso da crise não serve quando o que está em jogo é a vida do planeta”

Na Rio+20, Bohn Gass encontrou-se com o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto

            O maior impasse da Rio+20 está nos chamados Meios de Implantação (a sigla é MOI - Means of Implementation ), ou seja, de onde vai sair o dinheiro para financiar as ações de sustentabilidade dos países mais pobres. A ideia inicial era a criação de um fundo bilionário custeado pelos países ricos que, por serem os mais industrializados são, também, os maiores poluidores. Mas a crise financeira mundial torna os países tradicionalmente doadores de recursos refratários a qualquer conversa sobre eles depositarem recursos. Por isso, já se pensa em deixar pra depois a criação do fundo, o que implicaria em deixar para depois, também, o compromisso dos países de ter Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

            Entretanto, para o Secretário Nacional Agrário do PT, deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS), quando o que está em jogo é a vida do planeta, o discurso da crise não serve. “Não podemos abrir mão da sustentabilidade como se ela fosse uma questão a ser resolvida depois da crise. A tese que vigiu em muitos governos brasileiros de que primeiro o país deveria crescer para só depois dividir o bolo, só fez aumentar a miséria. Foi preciso que viessem Lula e Dilma para provar que é possível crescer distribuindo a riqueza. Vale o mesmo com o meio ambiente. Se não unirmos crescimento e sustentabilidade, não teremos nem uma coisa, nem outra.”

            O parlamentar foi painelista de duas atividades na Rio+20, o seminário “Novo Código Florestal” promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o debate “O agrário brasileiro, a erradicação da pobreza com sustentabilidade ambiental e o papel da educação no campo”, organizado pelo PT Nacional. E como presidente da Comissão Mista do Congresso Nacional que analisa a Medida Provisória 571 que trata do Código Florestal Brasileiro, o deputado aproveitou a conferência da ONU para manter encontros com juristas que atuam na área ambiental, organizações não governamentais ecológicas, parlamentares estrangeiros e com o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto.

            “A Rio+20 só faz reforçar, em nós, a certeza de que a sustentabilidade não pode mais ser vista como elemento coadjuvante em governos e políticas públicas. Não pode mais ficar submetida à ordem econômica. A lição da Rio+20 é de que não podemos crescer agredindo mas, sim, crescer protegendo”.

João Manoel de Oliveira – maneco1313@gmail.com – (61) 9303 0591

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