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ACUSADO DE PEDIR PROPINA, TEMER É CITADO 24 VEZES EM DELAÇÃO DE MACHADO; DILMA NENHUMA

17/06/2016 07:19

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ACUSADO DE PEDIR PROPINA, TEMER É CITADO 24 VEZES EM DELAÇÃO DE MACHADO; DILMA NENHUMA

Ex-líder do PSDB, Sérgio Machado denunciou, também, esquema para eleger Aécio presidente da Câmara em 1998.

A delação premiada da família Machado, do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, movimentou a imprensa nacional e internacional nesta quarta-feira (14). Isso porque os relatos de pagamento de propina citam 24 vezes o presidente golpista Michel Temer (PMDB). Enquanto isso, a presidenta Dilma Rousseff (PT) não é citada nenhuma vez.

Na delação premiada no âmbito da Lava Jato, Sérgio Machado afirma que o presidente golpista teria pedido ajuda para o candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, em 2012. Machado, homem do PMDB,  ainda cita o ex-presidente José Sarney (PMDB) 52 vezes; o candidato derrotado à Presidência e senador Aécio Neves (PSDB), 40 vezes; e o ex-ministro golpista do Planejamento e senador Romero Jucá (PMDB) 43 vezes.

De acordo com o delator, Jucá, que saiu do governo após ter áudios conspirando o golpe vazados, recebeu, ao todo, R$ 21 milhões em propinas. Além disso, Aécio Neves recebeu, na eleição de 1998, R$ 1 milhão de forma ilegal.

A delação da família Machado também cita o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), morto em 2014; o senador José Agripino Maia (DEM-RN), investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF); e o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN).

Machado contou que teria ficado acertado entre ele, Aécio e Teotônio Vilela Filho, à época presidente nacional do PSDB, que captariam recursos ilícitos para ajudar cerca de 50 deputados a se elegerem, o que viabilizaria o apoio deles à eleição de Aécio ao comando da Câmara.

Foram arrecadados cerca de R$ 7 milhões à época, entre recursos que vieram de empresas e também do exterior, de acordo com Sérgio Machado, que era do PSDB, antes de mudar para o PMDB.

Ainda segundo Machado, o tucano embolsou, sozinho, R$ 1 milhão do total arrecadado pelo esquema.

Depois  que a delação veio a público, o ministro do Turismo do governo golpista, Henrique Eduardo Alves, que é da turma mais próxima de Temer, deixou o governo. Em 32 dias, é o terceiro nome do primeiro escalão golpista a cair.

A bomba de Machado caiu sobre o Planalto na quarta-feira (15). No dia seguinte, temer fez se viu obrigado a fazer um pronunciamento em cadeia de rádio e tv. Na fala, chamou de levianas as acusações de Machado. Mas vale lembrar: Machado era íntimo de Temer e foi o próprio presidente golpista quem garantiu a nomeação dele, como representantes do PMDB, na Transpetro.

 

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