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ENFIM, CUNHA PERDE NO CONSELHO DE ÉTICA E PODE SER CASSADO

17/06/2016 07:30

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ENFIM, CUNHA PERDE NO CONSELHO DE ÉTICA E PODE SER CASSADO

- O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (14 de junho), o pedido de cassação do mandato do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Por 11 votos a nove, os deputados acataram o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) que afirma que Cunha quebrou o decoro ao mentir sobre ter contas no exterior durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

 

“Enfim, a Câmara tomou uma medida contra Cunha. Vale lembrar: este homem, que acusado de vários crimes de corrupção, que já foi afastado de seu mandato de deputado e até da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal, é o mesmo que aceitou o pedido de impeachment de Dilma por um crime que ela não cometeu. Pois bem, agora, este homem está à beira da cassação definitiva de seu mandato. Pra mim, isto só demonstra que Dilma foi mesmo vítima de um golpe tramado por uma oposição que não soube perder nas urnas. Estou falando dos líderes do golpe: Cunha, Aécio, Temer e seus comparsas,” avaliou o deputado Elvino Bohn Fass (PT/RS), logo após a decisão do Conselho de Ética.

Segundo a acusação feita no relatório do Conselho, Cunha é o dono de pelo menos quatro contas na Suíça: Köpek; Triumph SP, Orion SP e Netherton. Ao pedir a cassação de Cunha, Rogério disse que as contas são verdadeiros “laranjas de luxo”. “Estamos diante do maior escândalo que este colegiado já julgou, não se trata apenas de omissão, de mentira, mas de uma trama para mascarar a evasão de divisas, a fraude fiscal", disse Rogério. “Estamos diante de uma fraude, de uma simulação de empresas de papel, de laranjas de luxo criadas para esconder a existência de contas no exterior”, acrescentou.

Cunha nega a propriedade das contas, mas admitiu ter o usufruto de ativos geridos por trustes estrangeiros.

O processo de Cunha no Conselho de Ética é considerado o mais longo no colegiado e foi marcado por inúmeras manobras que protelaram a decisão dessa terça-feira. A representação contra Cunha foi entregue pelo PSOL e Rede à Mesa Diretora da Câmara, no dia 13 de outubro de 2015. A Mesa, comandada por Cunha, levou o prazo máximo de 14 dias para realizar a tarefa de numerar a representação e enviá-la ao Conselho de Ética, o que retardou o início dos trabalhos do colegiado. O processo só foi instaurado quase um mês depois da representação, em 3 de novembro de 2015.

Agora o processo contra Cunha precisa ser analisado em plenário. Para que Cunha tenha o mandato cassado, é preciso pelo menos 257 votos, a maioria absoluta dos 513 deputados.

 

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