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Relatório de tucano sobre Reforma Trabalhista devasta a CLT e é hostil à classe trabalhadora

13/04/2017 06:11

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Relatório de tucano sobre Reforma Trabalhista devasta a CLT e é hostil à classe trabalhadora

- São 132 páginas elaboradas para devastar as leis de proteção ao trabalhador garantidas na Consolidação das Leis trabalhistas (CLT). Essa é a avaliação do deputado Bohn Gass (PT/RS) sobre o relatório da Reforma Trabalhista (PL 6787/16) apresentado na última quarta-feira (12) na comissão especial que analisa a matéria. O relatório do tucano Rogério Marinho (RN) elimina 18 artigos da CLT e altera cerca de seus 90 dispositivos.

O relator da proposta alterou para pior o projeto original que o governo ilegítimo de Michel Temer encaminhou à Câmara, no final do ano passado. No seu parecer ele amplia itens que podem ser negociados entre patrões e empregados, dificulta o acesso do trabalhador à justiça, reduz o poder da justiça do trabalho, amplia a terceirização para toda e qualquer atividade, retira o poder dos sindicatos e, ainda, decreta o fim do imposto sindical.

“Todo mundo sabe que o patrão pode demitir o empregado a qualquer momento e por qualquer motivo. E todo mundo sabe, também, que o empregado jamais pode demitir o patrão. Essa relação é desigual e a CLT nasceu justamente para tentar equilibrar um pouco as coisas. O relatório é uma peça tipicamente tucana porque aumenta ainda mais as vantagens patronais e, portanto, destrói a CLT.”, avalia Bohn Gass.

O deputado gaúcho defende a rejeição total do relatório porque ele piora a proposta original do governo Temer que já era hostil ao trabalhador e às organizações sindicais. “É uma peça que só poderia ter sido produzida por alguém que tem ódio à classe trabalhadora”.


A SEGUIR - A continuidade da análise do projeto está prevista para terça-feira (18). Há previsão, ainda, segundo o presidente da comissão, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), da proposta ser votada na próxima semana, caso o Plenário da Câmara aprove requerimento de urgência para a sua apreciação. Se isso acontecer, o trâmite na comissão, que seriam duas sessões (prazo de vistas) e cinco sessões destinados a emendas, seriam dispensados.


 

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