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BOHN GASS: “A ÚNICA SAÍDA É REVOGAR A REFORMA TRABALHISTA DE TEMER”

05/07/2018 07:19

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BOHN GASS: “A ÚNICA SAÍDA É REVOGAR A REFORMA TRABALHISTA DE TEMER”

// “Aumento do desemprego, explosão da informalidade, contratações precárias, redução de salários e de proteção social, enfraquecimento dos sindicatos e da Justiça do Trabalho, efeitos danosos sobre a previdência, e aumento da desigualdade são apenas alguns dos efeitos desastrosos da reforma trabalhista de Temer.” A avaliação é do deputado Elvino Bohn Gass, Coordenador do Núcleo do Trabalho do PT na Câmara e organizador do “Seminário - Impactos da Nova Legislação Trabalhista”, ocorrida esta semana na Câmara dos Deputados, em, Brasília.

Representantes de todo o mundo do trabalho – justiça, sindicatos, especialistas, poderes – detalharam, no seminário, os prejuízos da reforma. Para Bohn Gass, contudo, a inclusão do Brasil na LISTA SUJA da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como uma das 24 nações que mais violentam as normas internacionais de proteção ao trabalho, é a grande prova de que a reforma é danosa e precisa ser revogada.

“O Brasil do golpe está no patamar de países miseráveis, ou que vivem guerras, ou que são comandados por tiranos. Isso prejudica nossa imagem no exterior e reduz a influência sobre questões essenciais como os debates na Organização Mundial de Comércio, por exemplo.”

O Brasil entrou na LISTA SUJA depois que o Comitê de Peritos (reconhecidos mundialmente) da OIT analisou a reforma trabalhista. “Eles não devem nada à mídia golpista brasileira ou às entidades patronais que impuseram a reforma como solução quando, de fato, só queriam aumentar seus lucros. Bastaram seis meses para que a verdade viesse à tona: o trabalho formal e a renda despencaram. Sem poder de compra, sem representação forte e sem acesso à Justiça, a massa assalariada caminha para a miséria. A economia não desenvolve e o país não cresce. Todo mundo perde,” finaliza Bohn Gass.

ESTATUTO DO TRABALHO, A GRANDE PROPOSTA DE PAIM - Sempre na defesa dos direitos de quem trabalha, o senador Paulo Paim (PT/RS) trabalha forte para aprovar o Estatuto do Trabalho.  Trata-se de um novo conjunto de leis que reorganizam as relações trabalho/capital, resgatando todos os direitos roubados pela reforma de Temer.  “Apoiamos integralmente o Estatuto do Trabalho capitaneado pelo Paim, por que ele devolve tudo o que foi tirado dos trabalhadores”, diz o deputado Bohn Gass. “É importantíssimo o esforço que o Bohn Gass está fazendo lá na Câmara. Essa luta pela retomada dos direitos roubados precisa de todos e todas”, afirma Paim.

ROSSETTO JUNTO - Pré-candidato a governador do RS pelo PT e ex-Ministro do Trabalho, Miguel Rossetto também está na luta pela revogação da reforma trabalhista de Temer: “Sinto orgulho de contar com companheiros como Paim e Bohn Gass. Eles têm a compreensão de que essa reforma era parte do golpe. Era fundamental para os golpistas afastar o PT e a Dilma, por que eles sabem nosso governo jamais proporia uma reforma sem o protagonismo e a concordância do povo trabalhador”.

VEJA O QUE DISSERAM OS PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO:

“A CUT alertou: golpe era contra a classe trabalhadora. Retira proteção social, reduz renda do trabalhador e corta investimento público. Tudo para atender o sistema financeiro. E retira Lula da política porque ele tem força política para reverter isso”. (Pedro Armengol/CUT)


“A eleição deve ser o palco para exigir a revogação total da reforma trabalhista que é o projeto mais acabado para levar à superexploração dos trabalhadores” (Edson Carneiro Índio, Secretário Geral/Intersindical)

 
“Essa deforma trabalhista favorece a chantagem, o assédio, o mau patrão, a queda de renda e a destruição das entidades representativas dos trabalhadores." (Paulo Vinicius Santos da Silva, Secretário de Relações do Trabalho/CTB)

"Uma reforma deveria tratar de pejotização, pagamento por fora, acordo ilegal, despedida arbitrária, fraudes, rotatividade, excesso de jornada. Ao invés disso, a reforma legalizou o que era ilegal." (Carlos Filho/Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – SINAIT)

 

“Além do aumento da informalidade, a reforma trabalhista criou um verdadeiro cardápio de contratos precários.” (Angelo Fabiano Farias Filho/Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho – ANPT)

“Não há dúvidas, para quem, seriamente, faz a leitura das entrelinhas da reforma trabalhista, de que objetivo é enfraquecimento da Justiça do Trabalho." (Guilherme Feliciano, pres. da Assoc. Nac. dos Magistrados da Justiça do Trabalho/Anamatra)

”O que aumenta é o número de trabalhadores que desistiram de procurar emprego porque não acreditam que vão achar. São os desalentados. Os postos ofertados se caracterizam por empregos precários, com baixa remuneração." (Marilane Texeira, pesquisadora/Unicamp)

 

“Defensores da reforma celebram diminuição das reclamatórias trabalhistas. Mas será que trabalhadores  estão recebendo todos os direitos? Óbvio que não. Quem descumpria a lei continua descumprindo." (Ronaldo Fleury, Procurador Geral do Trabalho/MPT"Espanha fez reformas trabalhistas para ‘dar acesso à juventude no mercado de trabalho’. Hoje, 25% dos jovens estão desempregados e o presidente do Banco Central de lá diz não ter a menor ideia do que fazer agora.” (Clemente Lucio/DIEESE)

 

"Se a reforma trabalhista visava dinamizar a economia, até agora isso não se verificou.
O que já se verifica, no entanto, é a precarização do trabalho e uma queda na remuneração dos trabalhadores." (André Santos/DIAP)

 

 

 

 

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