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MENOS MÉDICOS Bohn Gass: “Se um doente piorar ou morrer por falta de atendimento, cobrem de Bolsonaro”

20/11/2018 07:49

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MENOS MÉDICOS Bohn Gass: “Se um doente piorar ou morrer por falta de atendimento, cobrem de Bolsonaro”

// Diante da informação do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS de que a saída dos médicos cubanos deixou 2 milhões de gaúchos sem atendimento, o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS) adverte: “Se algum doente tiver o seu estado de saúde agravado ou, o que ninguém deseja, vier a morrer por falta de atendimento médico, a responsabilidade  será do presidente eleito Jair Bolsonaro. Cobrem dele.”

Bohn Gass alerta que 290 municípios do Estado eram atendidos pelos profissionais cubanos e, nesses locais, muitos postos de saúde já não contam com nenhum médico. Por conta disso, já reduziram o número de consultas. “A demanda, porém, não foi reduzida. Significa, então, que muita gente já está sofrendo”.

O parlamentar petista diz, ainda, que a iniciativa do governo atual de lançar um edital para a contratação emergencial de médicos, deveria ter sido precedida de uma tentativa de manutenção dos profissionais no Brasil. “Temer deveria ter tido a grandeza de apelar ao governo cubano para que mantivesse os médicos, ao menos em caráter transitório, até que novos profissionais fossem contratados”, acrescenta Bohn Gass. “Mas, ao não fazer isso, o presidente golpista assinou embaixo da responsabilidade ideológica de Bolsonaro. Isto só prova que eles são muito parecidos. E a consequência é o que estamos vendo hoje: milhões de pessoas sem atendimento”.

NOROESTE, MISSÕES, VALES, METROPOLITANA... Bohn Gass relata estar sendo procurado por secretários de saúde e prefeitos que não estão encontrando alternativas. “Só na região Noroeste, que é de onde eu venho, perdemos 39 médicos. Na região vizinha, Missões, outros 31. E na região Metropolitana o problema é ainda mais grave, porque 87 médicos saíram de lá. Sem falar nos vales do Sinos, que perdeu 57, do Taquari, que ficou sem 33 profissionais e do Rio Pardo, que perdeu 21. Ou, ainda, da Fronteira Oeste, que perdeu 26 e do Litoral Norte, que perdeu 17. Ou seja, os impropérios de Bolsonaro geraram um caos na saúde do país e do Rio Grande do Sul e, portanto, é dele, e só dele, a responsabilidade de resolver isso. Com um agravante: enquanto o eleito não assume e o atual aguarda pelo trâmite do edital de emergência, brasileiros podem morrer.”

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