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Projetos de Bohn Gass acabam com a farra da aposentadoria especial e auxílio-mudança de políticos

16/01/2019 04:10

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Projetos de Bohn Gass acabam com a farra da aposentadoria especial e auxílio-mudança de políticos

Deputado gaúcho abriu mão desses privilégios que “debocham dos trabalhadores”

Dois projetos de lei do deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) acabam com privilégios concedidos a parlamentares, que ainda vigoram no Congresso Nacional e que têm sido alvo de debate nos últimos dias: as aposentadorias especiais e os auxílios-mudança. As duas proposições foram apresentadas em 2018 e deverão voltar à discussão assim que a Câmara e o Senado retomarem as atividades em fevereiro.

O autor considera que a possibilidade de os congressistas se aposentarem com apenas oito anos de atuação parlamentar (dois mandatos) recebendo um salário que é seis vezes superior ao teto do INSS, afronta a massa assalariada brasileira que, para alcançar esse benefício, precisa comprovar quatro ou cinco vezes esse tempo de trabalho. “E com salários muito, muito menores”, acrescenta. Bohn Gass não optou por nenhum tipo de regime especial e espera se aposentar pelo INSS, “como qualquer trabalhar brasileiro”.

Neste momento, no Brasil, há 142 deputados federais aptos a se aposentarem pelo regime especial, entre eles o atual presidente da República Jair Bolsonaro. “Se ele não abrir mão desse privilégio, vai acumular o salário de presidente com a aposentadoria especial e ganhar cerca de 64 mil reais por mês,” diz Bohn Gass.

O deputado gaúcho avalia que se Bolsonaro requisitar a aposentadoria especial, perderá qualquer condição moral, ética e política de fazer a reforma da Previdência que seu governo vem anunciando. “Alguém que embolsa mais de 60 mil por mês não pode exigir nenhum sacrifício de um trabalhador que ganha salário mínimo.”

AUXÍLIO-MUDANÇA – Mas a depender dos seus últimos atos como deputado, tudo levar a crer que Bolsonaro não vá abrir mão de nenhum privilégio. Três dias antes de deixar a Câmara para assumir a presidência, ele aceitou receber o chamado auxílio-mudança de cerca de R$ 33 mil. Trata-se de outro privilégio que Bohn Gass quer ver extinto. “É um abuso! Isso foi criado para subsidiar despesas de mudanças que os senadores e deputados tem quando se elegem e precisam se mudar para Brasília, ou quando não se reelegem e precisam voltar para seus Estados. Acontece que isso vem sendo pago a todos, inclusive para os reeleitos que já moram em Brasília e que, portanto, não tem despesas novas. É o caso do Bolsonaro, que já tem residência na Capital Federal e que, portanto, não deveria embolsar mais trinta e poucos mil reais sem necessidade. Eu abri mão desse valor e tenho um projeto que acaba com essa farra.”


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