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Bohn Gass alerta: “Quem trabalha na agricultura perde muito com a reforma da Previdência de Bolsonaro”

20/02/2019 08:16

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Bohn Gass alerta: “Quem trabalha na agricultura perde muito com a reforma da Previdência de Bolsonaro”

Brasília, 20/02/2019 - Para o deputado, as agricultoras familiares serão as maiores vítimas

A primeira conclusão do deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) sobre a reforma da Previdência que o governo Bolsonaro apresentou nesta quarta-feira (20) ao Congresso Nacional, é que a trabalhadora e o trabalhador rural estarão entre os mais prejudicados se o projeto for aprovado. O parlamentar considera que o caso das mulheres é ainda pior do que o dos homens.

Bohn Gass diz que, ao aumentar a exigência de idade mínima para aposentadoria das mulheres rurais de 55 para 60 anos, a reforma de Bolsonaro despreza a jornada dupla, às vezes tripla, e sempre penosa da agricultora familiar. Conforme Bohn Gass, o ataque se estende a todos os trabalhadores do campo quando reforma tenta substituir a exigência atual, de tempo mínimo de atividade rural, por uma contribuição de 20 anos.

“Muita gente do campo trabalha pesado, por anos a fio, mas sem registro formal. Compreendendo essa realidade, a Previdência considera suficiente, para a aposentadoria, que haja comprovação desse trabalho por um mínimo de 15 anos. Mas a reforma de Bolsonaro desconsidera tudo isso e passa a exigir 20 anos de contribuição. Ora, se já é difícil comprovar a atividade porque ela se dá, muitas vezes, de forma não regulamentada, querer que se comprove contribuição, e por um tempo ainda maior, significa excluir grande parte dos nossos colonos e colonas de qualquer benefício”.

FIM DO SEGURADO ESPECIAL – Bohn Gass avalia que, na prática, a reforma acaba com a condição de segurado especial da Previdência dos agricultores.

“Depois de muita luta para mostrar aos poderes constituídos que o homem e a mulher do campo, apesar de trabalharem muito, não tinham qualquer direito, e que sua atividade estava condicionada ao clima, conquistamos a condição de segurado especial da Previdência. Significa que essas pessoas contribuem a partir do que produzem. Mas Bolsonaro quer obrigá-los a contribuir mesmo que não produzam. A pergunta é: e se houver uma seca, ou uma enchente? De onde os agricultores vão tirar dinheiro para pagar o INSS?”

Por fim, Bohn Gass vê outros dois pontos negativos na reforma: o que calcula aposentadoria por invalidez a partir do tempo de contribuição e o que reduz o valor das pensões por morte.

“Nada, nessa reforma, beneficia o valoroso povo do campo que, além de tudo, tem uma expectativa de vida menor do que a o trabalhador urbano. É mais uma prova de que o governo Bolsonaro veio para acabar com a agricultura familiar.”

 

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