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Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Pública é lançada com demonstração de força social

20/03/2019 07:13

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 Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Pública é lançada com demonstração de força social

// Coordenador da Frente no Sul, Bohn Gass diz que objetivo é barrar a reforma

Brasília – 20/03/2019 - Sacrifica quem ganha menos, especialmente as mulheres, impõe dificuldades intransponíveis para a aposentadoria de trabalhadores urbanos e rurais, destrói o sistema de seguridade social ao substituí-lo pela capitalização e, ainda, enfraquece a economia por reduzir a renda e o poder de compra das pessoas. É por conter esses, e outros, defeitos que o projeto de reforma da Previdência do governo Bolsonaro enfrentará uma forte resistência tanto no Congresso quanto na sociedade. Foi o que ficou evidenciado nesta quarta-feira (20), em Brasília, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. A frente nasce com muita força: até agora, já conta com mais de 200 parlamentares entre senadores e deputados, além e 92 entidades (sindicatos, associações, federações, centrais sindicais...) parceiras entre as mais representativas do universo do trabalho no Brasil.

Coordenador na região Sul, o deputado Bohn Gass (PT/RS) comandou, ao lado do presidente, senador Paulo Paim (PT/RS), os trabalhos iniciais do Seminário “PEC 06/2019 – O Desmonte da Previdência Social Pública e Solidária”, atividade inaugural dos trabalhos da Frente Parlamentar Mista. O cronograma de ações já conta, também, com uma ação judicial pela inconstitucionalidade da reforma junto ao Supremo Tribunal Federal, pressão sobre os parlamentares em encontros individuais, manifestações de rua e em aeroportos e novos seminários para o aprofundamento da análise do projeto.

 “Não há uma proposta de reforma. Há um projeto de destruição do sistema de seguridade social que a Constituição legou ao povo trabalhador do Brasil. Esse é o entendimento unânime de quem compõe a Frente. Portanto, não estamos aqui para negociar migalhas, mas para garantir a proteção integral de quem trabalha”, diz Bohn Gass.

CAPITALIZAÇÃO, MILITARES E MENTIRAS – O seminário contrapôs todos os argumentos que o governo Bolsonaro usa para defender a reforma. Especialistas como o chileno Recaredo Galvez, cientista político e especialista em Previdência, e o argentino Julio Durval Fuentes, presidente da Confederação Latino-Americana de Trabalhadores Estatais, CLATE, demonstraram que a experiência da capitalização foi desastrosa em todos os locais onde foi implantada porque redundou em aposentadorias miseráveis.

“Aliás, se a capitalização fosse tão boa, porque Bolsonaro não a propõe para os militares? Ao não fazer isso, ele próprio destrói a mentira de que a reforma combate privilégios”, acrescenta Bohn Gass.

Também a economia de R$ 1,1 trilhão que o governo diz pretender com a reforma, foi fortemente combatida durante o seminário. Parlamentares e entidades constataram que três quartos dessa “economia” viriam da redução de aposentadorias e pensões de uma maioria que, hoje, ganha apenas um salário mínimo.

“O restante sai de idosos, deficientes e de trabalhadores beneficiados com o abono do PIS, ou seja, de quem ganha, em média, 1.200 reais por mês. Sai tudo do bolso do pobre”, analisa Bohn Gass.

Como a Previdência sempre esteve na mira dos governos, várias frentes parlamentares em Defesa da Previdência já foram articuladas no Congresso. Em sua primeira edição, no período da Constituinte, a Frente contava, entre outros, com os então deputados Luís Inácio Lula da Silva, Olívio Dutra e Paulo Paim. Atualmente, políticos de vários partidos integram a Frente, mas o presidente Paulo Paim alerta:

“Essa não é uma luta partidária, mas um esforço conjunto para defender a Previdência pública”. Paim comandou a CPI da Previdência que, entre outras revelações, mostrou a lista dos grandes sonegadores do setor.

 

João Maneco – assessoria de imprensa Bohn Gass – 61.993030591

 

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