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Plano Safra RS: autor da lei, Bohn Gass elogia crédito maior, ação contra seca e bolsas para juventude rural

12/07/2012 09:05

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Plano Safra RS: autor da lei, Bohn Gass elogia crédito maior, ação contra seca e bolsas para juventude rural

Maior facilidade de acesso ao crédito e a ampliação das ações voltadas à agricultura familiar, especialmente as que dizem respeito ao Seguro Safra (que tanto funciona para prevenção da estiagem quanto para remunerar produtores que tiveram perdas)  e aos jovens rurais (anúncio de Bolsas de Estudo) são, para o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), as grandes virtudes do Plano Safra 2012/2013 do Rio Grande do Sul, lançado, nesta quinta-feira (12), no Palácio Piratini. Autor da lei que deu origem ao Plano Safra Estadual, Bohn Gass destaca a previsão de R$ 2,4 bilhões em crédito - via Banrisul, BRDE e Badesul e a a sintonia entre o programa gaúcho e o Plano Safra Federal. “Como bem disse o governador Tarso Genro no lançamento do plano, isto permitirá o aumento das políticas públicas para o setor. A meta é financiar a agropecuária, combater os efeitos da estiagem e reduzir a miséria no campo.”

Os ministros, Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, acompanharam a cerimônia e assinaram dois acordos com o Estado: o que prevê a adesão do Rio Grande do Sul ao Brasil Sem Miséria (vai levar assistência técnica a 6 mil agricultores) e outro que confirma o ingresso do Estado no Programa Aquisição Alimentos (PAA).

Tarso Genro ressaltou o aumento de investimentos: "Tivemos no ano passado um Plano Safra de R$1,1 bilhão. Este ano, num acordo fechado hoje pela manhã, estamos apresentando um plano safra de R$ 2,4 bilhões".

A ministra Tereza Campello anunciou o aumento do preço da compra do leite em pó pelo Governo Federal, que passará de R$ 7,50 para R$ 8,50 o quilo e disse que o reajuste no preço de compra de mais de 12% beneficiará os agricultores familiares do RS, considerado um dos maiores produtores do País. Campello explicou ainda os acordos com o Executivo gaúcho. "O primeiro é uma modalidade nova no Brasil Sem Miséria, que vai levar não só assistência técnica, mas recursos a fundo perdido de R$ 2,4 mil, sementes e apoio aos agricultores familiares que se encontram em situação de extrema pobreza".


Satisfeito com a articulação do secretariado do governador, o ministro Pepe Vargas disse que o RS está "em sintonia" com o Governo Federal. "É importante que o Estado retome o ciclo de crescimento econômico, geração de renda e criação de oportunidades". Secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi lembrou que os recursos para o segmento no Estado foram ampliados com a parceria da União. Mainardi citou ainda a recuperação da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e a revitalização do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).

O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan,  reiterou que a separação da pasta da Agricultura em duas ( Desenvolvimento Rural e Agricultura) fortaleceu as ações para diferentes públicos do setor, principalmente os mais pobres. Além de garantir que o Plano Safra do ano anterior superou as metas, Pavan disse que a edição deste ano ampliará programas como Garantia Safra, Brasil Sem Miséria e Bolsa Jovem Rural.

Crédito
Para ampliar o acesso ao crédito rural e reforçar as iniciativas de fomento, assistência técnica, educacional, pesquisa e infraestrutura, o Banrisul oferecerá R$ 1,7 bilhão. O Badesul disponibilizará R$ 280 milhões e o BRDE ofertará R$ 250 milhões. Com os orçamentos das secretarias estaduais, os investimentos totalizam R$ 2,4 bilhões. A meta é fortalecer, diversificar e qualificar as políticas públicas voltadas ao setor em parceria com o Governo Federal.

Felipe Bornes Samuel (Secom RS) e João Manoel Oliveira (assessoria Bohn Gass)

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