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O deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) foi escolhido para ser o relator, na Comissão de Trabalho da Câmara Federal, do projeto que define novas regras para a contratação de trabalhadores temporários no campo, os chamados safristas.

O projeto é uma reivindicação de setores da agricultura, mas enfrenta críticas de entidades que representam trabalhadores. Bohn Gass diz que, em seu relatório, buscará o consenso possível, desburocratizando ao máximo as contratações temporárias, mas sem criar nenhuma forma de precarização.

“Há quem diga que, como está, o projeto reduz a proteção e a renda do safrista. De outra parte, ouve-se que a contratação deve ser menos complicada. Por isso, antes de elaborar o relatório, quero ouvir todos os lados”, manifesta o relator.

Como primeiro movimento, ainda nesta quinta-feira (18), Bohn Gass esteve reunido com o Secretário Executivo do Ministério do Trabalho, Francisco Macena da Silva e com o Assessor Parlamentar e ex-deputado Professor Luizinho. Mas o relator já organiza sua agenda para, no retorno do recesso em 2026, levar o debate às entidades que representam trabalhadores rurais assalariados, produtores familiares e empresariais.

“O objetivo é que possamos criar uma forma mais simplificada de contratação, compreendendo a diferenciação da agricultura familiar, sem que os trabalhadores percam direitos. Tem que ser um movimento de ganha-ganha”, sinalizou Bohn Gass.

O Ministério do Trabalho se colocou à disposição para colaborar no debate e abriu a possibilidade de participação em um grupo de trabalho que está discutindo as adequações necessárias para a implementação da escala de trabalho 5×2, o que poderá exigir uma readequação dos contratos de trabalho, inclusive os rurais.

Foto PTnaCâmara/Divulgação – Bohn Gass, Macena e Luizinho: primeira conversa sobre o PL dos Safristas foi com o Ministério do Trabalho

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