“Nos próximos quatro anos, o Brasil vai estar muito mais preparado para enfrentar desastres climáticos como os que estão acontecendo neste momento no Rio Grande do Sul”. Quem garante é o relator do projeto de Plano Plurianual (PPA) do governo Lula no Congresso Nacional, deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), que informa a previsão de investimentos de quase R$ 50 bilhões de reais em programas específicos de enfrentamento da emergência climática e de gestão de riscos e desastres. “São R$ 45,7 bilhões no Ministério do Meio Ambiente e outros R$ 4,03 bilhões no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.”

Segundo Bohn Gass, no âmbito da Integração e Desenvolvimento, o governo Lula vai ampliar a capacidade dos municípios para a gestão de riscos de desastres, com investimentos em prevenção, mitigação, mapeamento, monitoramento, alerta e capacitação de todos os atores do Sistema de Defesa Civil do país. “Queremos tornar cada vez mais ágeis as respostas e a recuperação das áreas atingidas”, completa o relator do PPA.

Já no Meio Ambiente, os objetivos são mais amplos, mas no mesmo sentido: produzir e oferecer informações, previsões e modelos sobre a mudança do clima para aumentar a capacidade de resistência aos eventos mais intensos. “Estamos falando de ações que vão desde a geração de trabalho para pessoas mais pobres e que moram em áreas mais vulneráveis, passando por investimentos em bioeconomia – tecnologias para criar produtos e serviços mais sustentáveis -, educação ambiental, e medidas de adaptação que possam reduzir os impactos de secas e inundações”, detalha Bohn Gass.

AUDIÊNCIA NO RS – No processo de análise do PPA pelo Congresso, são previstas audiências públicas regionalizadas. Bohn Gass já garantiu que uma dessas audiências acontecerá no Rio Grande do Sul, provavelmente em outubro, na região do Vale do Taquari, área mais afetada pelas enchentes dos últimos dias que já contabiliza dezenas de mortes e cidades inteiras devastadas. “O enfrentamento à crise climática é prioridade do governo Lula e o PPA contempla recursos para isso. Então, nada mais oportuno do que debater o projeto numa área que viveu um desastre, como é o caso dessa região gaúcha”, finaliza o relator Bohn Gass. 

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