O líder do PT na Câmara, Elvino Bohn Gass (RS), defendeu hoje a aprovação de auxílio emergencial de R$ 600,00 e conclamou toda a sociedade brasileira a se unir contra a sabotagem do presidente neofascista Jair Bolsonaro à vacinação da população e às medidas de prevenção contra a Covid-19.

Ele ressaltou que graças à incompetência, irresponsabilidade e omissão de Bolsonaro e seus ministros, a Covid-19 já matou mais de 257 mil brasileiros, numa curva ascendente de mortes que coloca o Brasil entre os países com mais vítimas fatais de coronavírus.

“Não se deve fazer uma falsa polarização entre vidas e economia”, disse o líder. Ele defendeu as medidas preventivas contra a Covid-19 (isolamento social, uso de máscaras de proteção facial, higienização, distanciamento etc.), a vacinação já de toda a população e a adoção de auxílio emergencial até o fim da pandemia.

Proteção à vida

Para ele, o valor tem que ser de ao menos R$ 600,00 por pessoa, para garantir o mínimo necessário à sobrevivência e fazer rodar a economia. O governo defende R$ 250,00 por quatro meses, de março a junho.

O parlamentar assinalou que nos países onde os governos não foram negacionistas e tomaram as medidas corretas para enfrentar a pandemia, já há perspectivas de retomada de uma certa normalidade na economia.

“Os países que protegeram a saúde das pessoas começam a recuperar a economia. Mas aqui o governo (Bolsonaro) quer é privatizar a Eletrobras, os Correios e ainda quer condicionar o auxílio emergencial a medidas com cortes de investimentos na educação e na saúde”, disse, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição 186/2019 (PEC Emergencial), em tramitação no Senado.

Colapso na saúde

Bohn Gass observou que o colapso na área de saúde por incompetência de Bolsonaro é simultâneo à triste realidade de mais de 14 milhões de desempregados e a de outros milhões de desalentados. “Essas pessoas necessitam de auxílio emergencial”, defendeu.

No ano passado, o PT defendeu um salário mínimo de auxílio emergencial, o governo propôs R$ 200,00 e o Congresso acabou aprovando a quantia de R$ 600,00, reduzida no final do ano, por Bolsonaro, para R$ 300,00. Já faz dois meses que não há qualquer auxílio emergencial.

Caos e sem vacinas

Bohn Gass destacou que a saúde no Brasil está caótica, tanto no sistema público como o privado, com a falta de leitos para atender pacientes com Covid-19. No Rio Grande do Sul, um hospital contratou contêineres para guardar corpos de vítimas de Covid-19, já que o sistema de saúde do estado entrou em colapso, a exemplo de dezenas de outras cidades pelo país afora. “Num momento dramático, qual é a política do governo federal? Nenhuma”, observou o líder do PT.

Capitão genocida

Ele observou que o governo Bolsonaro – mesmo com os recursos aprovados pelo Congresso Nacional — não comprou vacinas para imunizar a população. Só 3% da população foi vacinada até agora, o mais baixo índice entre os países vitimados pela pandemia de coronavírus.

“Não há sequer programas para educar a população sobre como combater a Covid-19. Pelo contrário, há estímulo a aglomerações, zoação de pessoas com a doença e o resultado é que o Brasil tem no mundo um dos maiores números de mortes por Covid-19”, comentou o líder petista, ao criticar o comportamento irresponsável e negacionista do capitão-presidente.

Momento grave

Bohn Gass advertiu o Congresso Nacional para a gravidade do momento e conclamou seus pares a discutir a aprovação de diferentes medidas para salvar a vida da população brasileira, diante do descaso e omissão de Bolsonaro.

O líder do PT destacou que o atual governo, além de não fazer nada contra a pandemia de Covid, tem desmantelado conquistas históricas da população, sobretudo os direitos dos trabalhadores, e se encontra totalmente paralisado diante da carestia. “A inflação dos alimentos alcançou 18%, quatro vezes mais que a taxa de inflação oficial, e o governo nada faz para enfrentar o problema”, disse Bohn Gass.

Redação PT na Câmara

Compartilhe

No responses yet

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *