Depois de estudar o programa de Flávio Bolsonaro, o deputado federal reeleito, Elvino Bohn Gass (PT) passou a fazer reuniões com entidades da agricultura familiar para alertar sobre os “enormes riscos” que o setor corre caso Lula não seja reeleito. “Flávio não tem nenhuma proposta, nenhum compromisso específico com a agricultura familiar”, afirma Bohn Gass.
FETAG/RS – A Fetag/RS foi a primeira entidade procurada por Bohn Gass. Em conversa com o presidente Eugênio Zanetti e o tesoureiro Agnaldo Barcelos, o deputado pediu que a direção se posicione, por exemplo, sobre o risco de redução das aposentadorias rurais, que Flávio pretende desvincular do salário mínimo. “É tragédia anunciada: o aposentado rural vai empobrecer muito.”
PLANO SAFRA PRÓPRIO – Bohn Gass diz que vai levar o alerta aos sindicatos rurais e a outras entidades que representam os trabalhadores e as trabalhadoras do campo. “É evidente que Flávio não manterá o Plano Safra da Agricultura Familiar, extinto pelo pai dele. Ele vai repetir o desastre: retrocessos graves nas compras públicas de alimentos, nos recursos do Pronaf e do ProAgro. Ou seja, menos crédito, menos proteção contra secas e enchentes e menos apoio às cooperativas”.
ENDIVIDAMENTO – Bohn Gass diz que Lula sabe que ainda há agricultores gaúchos endividados, mas que já demonstrou, na prática, que está empenhado em resolver o problema. “Lula fez dois Desenrola Rural, renegociou dívidas com descontos de até 96%. Ainda criou linha de crédito para refinanciar dívidas, prorrogou prazos e facilitou o retorno ao crédito rural. Muitas dessas dívidas, inclusive, foram contraídas durante o governo Bolsonaro, quando não havia nenhuma ajuda. Mas, no programa de Flávio, esses agricultores endividados não são sequer mencionados.”

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