Após a passagem da Páscoa, quando milhares de famílias brasileiras não tiveram o que comer por falta de renda, o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Elvino Bohn Gass (RS), reafirmou o compromisso do partido em lutar pelo auxílio emergencial de R$ 600 para a população mais vulnerável até o fim da pandemia. Segundo o parlamentar, o novo auxílio proposto pelo governo Bolsonaro – de R$ 250 em média – é insuficiente para garantir até mesmo a alimentação das famílias mais pobres do País. O benefício está previsto para ser pago a partir deste mês.

A medida provisória (MP 1039/2021), que recria o auxílio emergencial, estabelece o novo benefício em apenas quatro parcelas, e o valor poderá ser ainda menor do que os R$ 250 – de apenas R$ 150 para pessoas necessitadas que vivem sozinhas (família unipessoal). Somente no caso de mães solteiras provedora da família o benefício será um pouco maior, chegando a R$ 375. O líder da Bancada do PT reforçou que o partido vai lutar para que o valor do benefício aumente para R$ 600.

“Esse é um valor ínfimo, que não vai resolver o problema das pessoas mais pobres que estão sem renda e nem mesmo vai ajudar a economia com aumento do consumo. Por isso, o PT vai pressionar para que a medida provisória seja votada no plenário do Congresso, para alterarmos da mesma forma como fizemos no ano passado, quando o governo queria dar R$ 200 e nós aprovamos os R$ 600. Queremos agora, no mínimo, a continuidade desse valor até o fim da pandemia”, afirmou.

E o deputado José Airton Cirilo (PT-CE) enfatizou que a Bancada do PT lutou muito para que o valor de R$ 600 fosse mantido. “O valor proposto pelo governo federal é vergonhoso, contribui com a miséria e aumenta as desigualdades. Comer ou pagar uma conta? Comer ou comprar o gás? Comer ou completar o aluguel? O que Bolsonaro está fazendo é cruel e humilhante”, criticou.

Cesta básica

O valor médio do novo auxílio emergencial proposto pelo governo Bolsonaro (R$ 250) não paga nem metade da cesta básica para uma família com quatro pessoas (dois adultos e duas crianças). Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no mês de fevereiro o custo médio da cesta básica de alimentação para uma família ficou em R$ 551,83. Somado ao valor do botijão de gás, média de R$ 90, o valor total para uma família se alimentar com o mínimo de dignidade chegou a R$ 641,83.

Por Héber Carvalho | PT na Câmara

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