O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Elvino Bohn Gass (RS), apresentou da tribuna da Câmara ao plenário o livro “Memorial da Verdade”, lançado nessa quarta-feira (22) em cerimônia no Salão Nobre do Congresso Nacional pelas bancadas do PT na Câmara e no Senado. O líder petista explicou que a obra, do jornalista Ricardo Amaral, comprova a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desmascara a farsa judicial, política e midiática que culminou com a condenação e prisão do ex-presidente.

“É a história contada sob o ponto de vista de quem sofreu a maior de todas as injustiças, que é ser acusado por um crime que não cometeu. Lula ficou 580 dias preso injustamente. Milhares de manchetes foram feitas na TV, jornais, rádios, Internet, para fixar uma ideia falsa de que Lula era corrupto e de que o PT fez o maior roubo da história. Gastaram muito dinheiro, inclusive dinheiro público, com a prática nazista de repetir uma mentira tantas vezes até que ela pareça verdade”, explicou Bohn Gass.

O líder petista ressaltou, no entanto, que além de enumerar as provas que culminaram na absolvição ou arquivamento de 15 das 20 acusações contra Lula (e atualmente já são 19 absolvições ou arquivamentos), o livro também aponta os motivos que levaram Lula a ser condenado e preso.
“Eu poderia fazer um discurso inteiro sobre isso, mas a verdade é bem simples e pode ser dita numa única frase. Toda essa armação, essa farsa política judicial e midiática tinha um único objetivo: tirar o Lula e o PT do poder para entregar o Estado Brasileiro aos representantes da velha elite endinheirada e conservadora do País”, disse o deputado.

O parlamentar destacou que os interessados na condenação e prisão de Lula sabiam que ele nunca acabaria com a CLT ou esquartejaria a Petrobras, como vem ocorrendo nos últimos anos. O petista lembrou ainda que essa mesma elite também sabia que o ex-presidente nunca concordaria com as medidas adotadas desde o golpe de 20016, que rebaixaram a qualidade de vida do povo brasileiro.

“Lula não permitiria que se cobrassem R$ 110 pelo gás de cozinha. Lula nunca deixaria a agricultura familiar abandonada e o povo brasileiro passando fome. Lula não privatizaria a água. Lula não aceitaria a proliferação das armas. Lula não cortaria verbas da educação e da saúde para pagar banco. Lula jamais aceitaria reduzir o salário mínimo. E, principalmente, Lula nunca praticaria uma política econômica que tira renda do povo e aumenta a renda dos ricos”, ressaltou.

A culpa da Lava Jato

O líder do PT ressaltou que o vale-tudo contra Lula “foi tão irresponsável que levou ao poder um sujeito grotesco, atrasado e criminoso. “Por isso, nós também estamos no movimento Fora, Bolsonaro! e no dia 2 de outubro haverá grandes mobilizações pelo impeachment de Bolsonaro”, adiantou.

Bohn Gass disse ainda que a Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, hoje se encontram desmoralizados. No entanto, lamentou que tenham deixado um enorme prejuízo para a democracia e a economia do País.

“Estudo feito pelo Dieese e pela CUT mostram que por causa da Lava Jato, das acusações que foram feitas, da retirada da Dilma do poder, da destruição das empresas do Brasil, da agressão e da ação parcial nos julgamentos, totalmente equivocados e fora da lei, da Constituição Federal, geraram destruição na economia brasileira: R$ 172 bilhões deixaram de circular na economia”, apontou.

O deputado gaúcho ressaltou ainda que essa perseguição também resultou no aumento da pobreza no País. “Hoje, a situação econômica é difícil, com a inflação crescendo, o preço alto para os consumidores, além de 4,5 milhões de pessoas que ficaram desempregadas por causa da política nefasta da Lava Jato, do Moro e de Deltan Dallagnol”, acusou.

Lula deu a volta por cima

O líder da Bancada do PT lembrou que o ex-presidente Lula teve a oportunidade de fazer acordo com os procuradores para sair da cadeia, reconhecendo a culpa por crimes que não cometeu. No entanto, Bohn Gass lembrou que Lula preferiu esperar que a verdade fosse restabelecida e deu como resposta a já famosa frase: “Não troco a minha dignidade pela minha liberdade”.

O parlamentar ressaltou que apesar da perseguição, o carinho do povo a Lula nunca faltou. Desde a vigílias em todo o País ou no acampamento Lula Livre em Curitiba, ou nas atuais movimentações do ex-presidente pelo País.
“Eu estive acompanhando Lula, em caravanas que está começando a fazer pelo Brasil afora, e vi no povo respeito e carinho. O mesmo respeito e carinho que o Lula teve com o povo, o povo tem com o Lula, mas, mais do que respeito e carinho, o povo tem esperança”, relatou.

O Brasil precisa de Lula de novo

Diante dessas manifestações de apreço, Bohn Gass enfatizou que está convicto de que o Brasil precisa de Lula na Presidência da República novamente.

“E aqui eu quero dizer para vocês, quando muitos ficam debatendo segunda via, terceira via, nós temos a primeira via, a via do desenvolvimento, a via da soberania, a via do respeito, a via de um Presidente respeitado no mundo e não humilhado de forma vexaminosa, como é a atual situação desse governante que nós temos hoje, no País, genocida, e corrupto, e mentiroso”, encerrou.

Héber Carvalho | PT na Câmara

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