O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Bohn Gass (RS), e o deputado Nilto Tatto querem que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esclareça a posição adotada em relação à apreensão da maior carga de madeira ilegal que ocorreu no estado do Pará, no mês de março. Laudo da Polícia Federal revela que a carga apreendida é fruto de desmatamento ilícito.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, no qual se embasou o requerimento de informação apresentada pelos parlamentares, nesta quinta-feira (8), Salles contraria a Polícia Federal, responsável pela operação, e exige a liberação da madeira ilegal.

“Conforme explicação da PF, a documentação exigida para comprovar a legalidade da atividade de exploração madeireira não é algo inalcançável, tampouco, inatingível. É absolutamente plausível e necessária, só se tornando um impeditivo para aqueles que de fato encontram-se a margem da Lei”, argumentam os parlamentares.

De acordo com os deputados, um dos possíveis desfechos do caso pode revelar ao País que a Amazônia está sendo devastada pelo crime ambiental, com a “conivência e inação das mais altas autoridades do Brasil”. “Esperamos que não seja o caso”.

Para Bohn Gass e Nilto Tatto, se a postura do ministro for confirmada, “de fato resulta estranha a forma de encarar os fatos que Vossa Excelência, na condição de ministro de Meio Ambiente, adotou, assumindo, na prática, o ponto de vista dos infratores”.

Segundo os parlamentares, o ministro bolsonarista se deslocou até o estado do Pará para constatar, no local, os acontecimentos associados à operação realizada pela Polícia Federal que resultou na apreensão de madeira extraída ilegalmente.

Os deputados argumentam que o assunto ganhou repercussão nacional pelas suspeições lançadas e pela pronta atitude adotada em defesa das empresas autuadas.

Como forma de esclarecer o conflito instalado entre aquilo que foi constatado pela Polícia Federal e a posição do ministro Ricardo Salles, os parlamentares justificam que o requerimento de informação tem essa finalidade: “buscar informações para dirimir o contraditório aqui abordado e que gerou um quadro de inquietação e perplexidade na opinião púbica”.

Por Benildes Rodrigues | PT na Câmara
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